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domingo, setembro 17, 2006

Sobre o último post


Recebi o link do último post no meu e-mail, certamente impulsionado pelos posts de Massimo Morsello.
Eu tal como, creio eu, os leitores deste meu humilde blogue só conheço Jean-Marie Le Pen e a sua Front National da comunicação social, apelidado de racista, xenófobo e outros mimos que tais...
Foi com grande surpresa que vi, e ouvi, este clip de apoio à candidatura de Le Pen à presidência da França...
O tema chama-se "Avec Jean-Marie" e é da intérprete afro-francesa Isabella Imperatori.
Alguém me explica porque é que uma afro-francesa, intérprete de música de inspiração africana, iria apoiar um racista?
Cada vez confio menos no que leio nos jornais... fiquei com a pulga atrás da orelha. Fosse eu francês...

7 Comments:

At 11:05 da manhã, Blogger Pantera said...

o Le Pen é o maior...

abraços

 
At 2:20 da tarde, Blogger Ferreira Martins, Conde de Piornos said...

Caro Jorge Arbusto,

Muito gostava eu de poder concordar consigo acerca deste tema. Todavia não posso. Le Pen parece-me ser, de facto, uma personagem extremada.
Nos meios nacionalistas, há tempos, contava-se a seguinte história: a FN e mais propriamente Le Pen tentaram criar um partido em Portugal que emulasse o seu congénere francês. Para isso Le Pen enviou dois emissários ao nosso país para que tomassem o pulso à nossa direita nacionalista e mesmo à extrema-direita. E não houve novas abordagens por parte dos franceses porque, ao que se conta, as pessoas contactadas descartaram sempre a hipóteses de abarcar um projecto que tivesse como trave mestra o factor "raça".

Quanto às presidenciais francesas e à anquilosada política francesa (ou à França em geral) penso que a direita onde eu me revejo não tem propriamente um candidato e o mal menor será sempre o pobre Sarkozy. Ou talvez Charles Pasqua se este decidir avançar.

Um forte abraço e continuação do esplêndido trabalho que tem desenvolvido até agora.

 
At 5:49 da tarde, Blogger Manuel said...

Não sei em que "meios nacionalistas" é que Ferreira Martins recolheu a historieta que conta, mas posso garantir que a mesma é inteiramente falsa.
Houve já mais do que uma ocasião em que as relações internacionais da FN francesa encararam com esperança a possível emergência de uma "frente nacional" em Portugal (não se trata obviamente de a criarem eles), e as expectativas saíram frustradas. Mas as razões não têm nada que ver com a pobre anedota reproduzida por Ferreira Martins, e são de ordem meramente interna. (Friso que estou a falar com conhecimento de causa, obviamente).
O absurdo da história contada é evidente para quem conhece a História da vida política de Le Pen e da FN francesa: desde a década de cinquenta ... saberá o comentador que o primeiro deputado francês de origem árabe entrou na Assembleia em 1958 exactamente porque era o segundo eleito da lista de Le Pen e este abdicou do lugar, quando se alistou como voluntário para a Argélia, numa unidade pára-quedista, deixando o lugar de deputado a esse companheiro?

 
At 7:29 da tarde, Blogger Mendo Ramires said...

Valeu a pena vir aqui só para ler este sábio comentário de Manuel Azinhal. Ouvir falar quem sabe é cada vez mais uma preciosa raridade.

 
At 1:00 da manhã, Blogger Ferreira Martins, Conde de Piornos said...

Caro Manuel Azinhal,

Eu sei muito bem em que meios "nacionalistas" recolhi a história que aqui reproduzi e que aqui reitero.
De qualquer das formas, o contrário será ainda mais aberrante: conseguir-me-á o meu amigo explicar como é que alguém pode ser simultaneamente português, nacionalista e racista/racialista sem patinar estrepitosamente no campo da mais pura incoerência?
E por outro lado, não existe já em Portugal um projecto chamado precisamente Frente Nacional? E será que se conseguiu erigir em nome da direita nacionalista portuguesa?

 
At 1:59 da manhã, Blogger Vanguardista said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 2:01 da manhã, Blogger Vanguardista said...

Olhe, faça uma pesquisa no Google por Huguette Fatna ou Stephane Durbec e surpreenda-se (ou não). De certeza que como esses dois casos existem muitos outros, mas esses são só os que eu tenho conhecimento.

 

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