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terça-feira, outubro 10, 2006

A caminho do partido único

Existem diferenças acentuadas entre o estadista, o político e o demagogo. O estadista é o político que, alicerçado em princípios, leis, teorias e doutrinas, possui um ideário político e pensa não apenas no curto prazo, mas também no longo prazo, no futuro de nosso país, no bem estar das novas gerações. Infelizmente, é figura rara nos dias de hoje, no mundo inteiro. O político tradicional é aquele que pensa apenas em sobreviver, visualizando somente o curto prazo, correndo atrás de verbas e cargos para garantir a reeleição, sempre no poder, seja qual for a ideologia e o partido. Troca de filiação partidária de acordo com seus interesses, desde que permaneça ao lado do governo federal, estadual ou municipal. E o demagogo é o político que, em busca da vitória, promete o impossível, descumpre o prometido na campanha, pois busca apenas o poder pelo poder, ultrapassando o político tradicional no quesito "engano à população". Numa análise rápida, é possível para o leitor mais atento qualificar os atuais detentores de cargos políticos, em uma das categorias acima mencionadas.

O atual "espetáculo" proporcionado pelos nossos "políticos" é de estarrecer. A troca desenfreada de partidos, o esquecimento das bandeiras defendidas no passado, alianças espúrias efetivadas, o clientelismo desenfreado, o assistencialismo enganoso, o nepotismo desvairado mostram o baixo nível de cultura política existente. Ao presenciarmos a corrida pela função de relator da "reforma tributária" no Senado entre os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, recordamo-nos de que sempre estiveram no poder. O primeiro, de tradicional família alagoana, serviu a todos os presidentes da República, desde Fernando Collor, em postos de destaque. Chegou a ser líder do governo, ministro da Justiça de FHC e, agora, cotado de novo para ser ministro da administração Lula. O segundo, que também quer ser ministro, tem suas origens políticas no período militar, destacando-se sempre pela defesa intransigente de qualquer governo, seja FHC ou Lula. São modelos de incoerência ideológica. Apenas, não por coincidência, são hoplófobos assumidos.

A razão verdadeira de procedimentos como o exposto está na busca de verbas, cargos e nomeações para garantir a reeleição ou posições mais prósperas. Verificamos a diminuição das bancadas do PSDB, do PMDB e do PFL e o "inchaço" das bancadas aliadas do governo, em especial do PL e do PTB, enquanto o PT procura preservar-se. Ora, os distintos chefes políticos tradicionais não estão enxergando um palmo a frente. O PT, ao ganhar a eleição para a Presidência da República, obteve o poder de nomear dezenas de milhares de integrantes de seus quadros partidários para os principais cargos de comando no país. Para os partidos aliados está oferecendo "migalhas". O PMDB, então, está engajado no apoio a todas as "reformas", altamente desgastantes, sem ter um ministério ainda, por conta de promessas.

Nas eleições municipais de 2004 a meta do PT, hoje com cerca de 180 prefeituras, é de vencer em mais de 1.000. Imaginem, se isto de fato ocorrer, as conseqüências. Serão mais dezenas de milhares de cargos para os seus quadros políticos. Aliando-se a isto o poder da mídia, quase que inteiramente dependente das concessões públicas e das verbas publicitárias provenientes em especial da administração federal, encontramos um cenário preocupante. Apesar das diversas correntes que abriga, o PT adota o centralismo democrático modelo cubano e sabe impor a sua vontade aos eventuais contestadores. Se este panorama for concretizado, com a "eleição eletrônica" e mais um ou dois ministros do Supremo Tribunal Federal nomeados, estarão criadas as condições para o surgimento de um rolo compressor nas eleições de 2006, garantindo não só a reeleição de Lula, como a conquista da maior parte das administrações estaduais. Serão mais dezenas de milhares de quadros partidários nomeados para cargos de confiança, fechando a teia de aranha. E é bom não esquecer o dízimo. A arrecadação do PT com a cobrança da contribuição partidária compulsória o tornará o partido mais forte da América Latina. Em paralelo com o crescente esvaziamento dos demais, em virtude principalmente do fisiologismo, em mais três anos, não necessitará mais do apoio de outro partido, pois será forte o suficiente para governar sozinho.

Estarão criadas as condições para a implantação de um partido único, de fato, sectário, radical, perseguidor dos que não pensam como eles, conforme já está ocorrendo nas principais estatais brasileiras, permitindo-se a sobrevivência de alguns, apenas para afirmação da falácia de que vivemos em uma democracia, a exemplo do passado, com a Arena e o MDB. Será que os ilustres dirigentes partidários de outros partidos não estão percebendo o perigo que estão correndo? A única saída é a união de todos, em torno de um projeto democrático, para evitar a ditadura de fato, enquanto é tempo. Na realidade, como na estória do ovo com o bacon, na sociedade entre os porcos e as galinhas, estão entrando com o bacon, enquanto o PT fornece os ovos.

Marcos Coimbra

Brasil Soberano

2 Comments:

At 8:12 da tarde, Blogger Paulo said...

Não vejo qual o seu problema. No que me é dado observar ponho as mãos no fogo em como voçê não desdenharia apoiar um partido único que defendêsse
os ricos e poderosos e mantivesse
a "escumalha" no «seu devido lugar».

 
At 5:29 da tarde, Blogger 日月神教-任我行 said...

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