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quarta-feira, junho 28, 2006

A Guerra no Iraque é contrária ao conservadorismo


Sr. orador, requisitei esta ordem especial para vos ler um comunicado que publiquei anteriormente no Record, no decorrer do debate sobre a resolução da guerra no Iraque.

Não requisitei tempo de oratória no decorrer do debate porque era óbvio que os responsáveis pelo horário, todos bons amigos meus, queriam apenas oradores que apoiassem a guerra, e não era minha intenção colocá-los numa situação desconfortável.

Não requisitei este tempo aos Democratas porque muitos dos meus colegas nesta minoria estavam a utilizar este debate num modo amargamente partidário. Certamente, a guerra deverá ser a última coisa a tornar-se partidária.

Mesmo assim 80 porcento dos Republicanos da assembleia, entre os quais me incluo, votaram contra os bombardeamentos na Bósnia e no Kosovo quando o presidente Clinton se encontrava na Casa Branca. Creio que 80 porcento dos Republicanos se oporiam à guerra no Iraque se esta tivesse sido desencadeada pelo presidente Clinton ou Gore, e provavelmente quase todos os Democratas a teriam apoiado, como o fizeram nos bombardeamentos na Bósnia e no Kosovo.

Grande parte da resolução que acabou de ser aprovada por esta assembleia contém uma linguagem que qualquer pessoa apoia, nomeadamente a exaltação das nossas tropas. As nossas tropas efectuam um bom trabalho onde quer que seja que as enviemos. E certamente criticar esta guerra não é o mesmo que criticá-las.

Em Agosto de 2002, dois meses antes do congresso votar a guerra no Iraque, Dick Armey, na altura o líder da nossa maioria republicana, num discurso efectuado em Iowa afirmou, “Não acredito que justamente a América efectue um ataque a outra nação sem qualquer provocação. Isso seria consistente com aquilo que temos sido como nação.”

Jack Kemp escreveu antes da guerra, “Quais são as provas que fazem com que tenhamos mais receio do Iraque do que do Paquistão ou do Irão? Reservamos o direito de iniciar uma guerra preventiva só para nós ou outras nações como a Índia, o Paquistão ou a China podem justificar acções semelhantes com base no seu receio por outras nações?”

O Sr. Kemp afirmou que, com base nas provas que tinha visto, não existia “um caso compulsivo para a invasão e ocupação do Iraque.”

William F. Buckley escreveu que se em 2002 soubéssemos o que ele sabia posteriormente em 2004, teria sido contra a guerra. No ano passado, escreveu outra coluna contra a guerra, afirmando, “Chegou-se a um ponto em que a tenacidade deriva não da determinação de um propósito mas da má aplicação do orgulho.”

O muito popular cronista conservador, Charley Reese, escreveu que esta guerra era “contra um país que não nos atacou, que não tinha os meios com que nos atacar e que nunca expressou qualquer intenção de nos atacar... e, qualquer que tenha sido a razão porque atacamos o Iraque, não foi para salvar a América de qualquer perigo, eminente ou não.” Há muitos anos, o senador Robert Taft expressou a posição tradicionalmente conservadora: “Nenhuma política de relações estrangeiras pode ser justificada a não ser que seja uma política dedicada à protecção do povo americano, sendo a guerra em última instância e apenas com o intuito de preservar essa liberdade.”

Milhões de conservadores por toda a nação acreditam que esta guerra foi anticonstitucional, não suportável e, pior que tudo, desnecessária. Foi desencadeada contra um homem maléfico, mas um homem que tinha um orçamento militar de aproximadamente dois décimos de 1 porcento do nosso.

Não vamos conseguir pagar as nossas pensões militares todas, nem as pensões de serviço social, a Segurança Social ou a assistência médica e todas as outras coisas que prometemos se continuarmos a transformar o Secretariado da Defesa num Secretariado de Apoio ao Estrangeiro e tentarmos ser os polícias do mundo.

Isto é contrário a toda e qualquer posição conservadora tradicional no que diz respeito à defesa e um défice gigantesco. O cronista conservador Georgie Ann Geyer escreveu, “Os críticos da guerra contra o Iraque têm afirmado desde o início do conflito que os americanos, embora estranhamente complacentes no que diz respeito às guerras no estrangeiro serem desencadeadas por uma minoria em seu nome, irão inevitavelmente chegar a um ponto no qual se darão conta de que devem ter um governo que mostre trabalho em casa ou um que anseie por um império espalhado por todo o globo.”

John J. Duncan Jr.

Este discurso foi proferido na Casa dos Representantes (Assembleia) dos E.U.A. no dia 16 de Junho de 2006.

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