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quarta-feira, julho 26, 2006

Seis meses de monstro


Segundo a Direcção-Geral do Orçamento nos primeiros meses deste ano por cada funcionário público que saiu entraram dois. O Governo prometeu exactamente o contrário: entrar um por cada dois que saíssem. Isto mostra que o monstro mexe, esmaga, gasta e não pára de crescer.

O PS julga que o monstro é dominável por dentro. Isto é, sem mudar as funções que o monstro desempenha, por simples arte legislativa. Engana-se redondamente. O monstro tem uma inata e ancestral tendência para crescer e multiplicar-se.

Peritos, assessores, técnicos, grupos de trabalho, consultores, requisitados, avençados, tarefeiros, contratados, adjuntos, secretárias, unidades de missões, motoristas, cozinheiros, seguranças, administrativos, auditores, inspectores, examinadores, todos aumentam sem dó dos políticos nem piedade do orçamento.

O monstro português precisa de amputação vital. Porque o país não aguenta o preço da comezaina do bicho. O problema é que para isso seria necessário um novo contrato social, como tenho defendido, em que os pagantes da alimentação definissem o que é que o monstro deixaria de fazer para passar a comer menos. E esse é o problema: quando chega a nossa vez, esperamos sempre que seja o monstro a encher-nos a dispensa.

Jorge Ferreira

Retirado do Democracia Liberal. Jorge Ferreira está no Tomar Partido.

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