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terça-feira, agosto 15, 2006

A direita

Os factos políticos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 desvirtuaram "in totum" a realidade política actual.

Decorridos 31 anos após o 25 de Abril Portugal continua prisioneiro do pacto "MFA PARTIDOS". A direita democrática foi impedida de se fazer ouvir, de transmitir a sua mensagem. Após o 25 de Abril surgiram vários partidos políticos de direita como o Partido Liberal, o Partido do Progresso e mais tarde o Partido da Democracia Cristã. A direita democrática tinha os seus partidários filiados naqueles partidos que, porém, tiveram uma vida efémera. Curiosamente a vida política post 25 de Abril foi tutelada por militares que, maioritariamente, eram de esquerda e muitos deles filiados no Partido Comunista ou próximos. Hoje , entendo, que embora o Pacto "MFA PARTIDOS" não vigore existe ainda na sociedade portuguesa uma Constituição filosoficamente idealizada na área socialista.

Chamar direita ao PSD/PPD ou ao CDS/PP é mentir sobre a realidade poítica. Curiosamente Marcelo Rebelo de Sousa homem profundamente de direita não gostou do almoço de Manuel Monteiro e Ribeiro e Castro. E porquê? Porque sendo de direita concluiu que ele próprio não devia estar no PSD mas sim no Partido da Nova Democracia já que é um conservador liberal. Vem tudo isto a propósito de concordar com Manuel Monteiro no sentido da realização de um congresso da direita onde se iriam congregar pessoas que estão espalhadas nos vários partidos do sistema. Isto é aquelas pessoas que estão no PS , PSD ou CDS deviam uma vez por todas investir nelas próprias, deixarem as benesses ou favores económicos (se é que os têem) e por bem a Portugal darem uma sapatada na mentira que é a realidade política actual, fruto de um lamentável 25 de abril viciado cuja génese ainda hoje influência a filosofia dos partidos do sistema.

Raul Lopes

Retirado do Democracia Liberal.

1 Comments:

At 2:38 da manhã, Blogger David Ramos Martins said...

A Matriz do CDS, ainda mais com Ribeiro e Castro, não lhe permite desvincular-se do centrismo.

No entando é na geração PP, da qual Manuel Monteiro fez parte, que se encontram a maior parte dos Liberais portugueses.

É falso dizer que o PP não é Conservador-Liberal. Mas também é falso dizer que um dia se conseguirá separar da matriz centrista...

 

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